A concentração entre os dois olhos, quer dizer sobre o olho de Shiva ou Fosfeno, é classicamente ligada ao exercício do vazio mental. Não se trata duma espécie de niilismo filosófico, mas pelo contrário, trata-se de um sentimento agudo do vazio, que se encontra nomeadamente no yoga tibetano. Trata-se de conseguir provocar esta sensação aguda de vazio, esforçando-se para varrer os pensamentos à medida que aparecem. Mas não deve procurar provocar o vazio mental completo, que, de resto, não é realizável nem desejável. Aqui, o esforço para eliminar os pensamentos produz o mesmo efeito que uma bomba de lançamento e não deve impedir os pensamentos de virem à consciência. É necessário, pelo contrário, aceitar que surjam espontaneamente O que sucede a cada pensamento é sempre superior ao precedente que, resumindo, vagueava na consciência.
Assim, os elementos mais interessantes aparecem progressivamente.
ALGUNS EXERCÍCIOS DE CONVERGÊNCIA
EXERCÍCIO N° 1:
Exercício preliminar.
Verificar, 2 a 2, que a convergência está correta.
Melhorar a convergência treinando-se com uma caneta, que devemos aperceber como um "V", com a ponta dirigida para si.
Consultar o livro “O yoga dos dois segundos” e “Experiências Iniciáticas Volume 1”
EXERCÍCIO N° 2:
Exercício preliminar (sem fosfeno).
Repetir uma frase curta durante a convergência, depois sem convergir, olhando ao longe. Repetir várias vezes.
Observará que a convergência concentra o pensamento.
EXERCÍCIO N° 3:
Fazer a convergência com o fosfeno, para constatar a convergência do fosfeno.
A convergência concentra o fosfeno.
Este exercício, feito sem e com o fosfeno, mete em evidência que as leis dos pensamentos e as dos fosfenos são as mesmas, porque o efeito da concentração é o mesmo nos dois casos.
Todos os exercícios que seguem, fazem-se com fosfenos.
EXERCÍCIO N° 4:
Para facilitar a convergência ocular, encher a parte superior dos pulmões sem levantar as clavículas nem as omoplatas. A elevação dos ombros é portanto passiva, mas a tração para cima das costelas superiores é máxima. Basta respirar pelo diafragma porque nesta postura, a parte superior dos pulmões, enchida no máximo, permite reduzir o ângulo de convergência.
É devido ao efeito de sincinesia, quer dizer do movimento associado. Por exemplo, quando pedimos a uma criança com menos de sete anos, para deitar a língua fora, a criança afasta os dedos ao mesmo tempo. Não é um reflexo, é uma sinsimetria ou “gestos associados”.
Os músculos que permitem às costelas de subir, são músculos muito profundos situados no pescoço; e os músculos que fazem virar os olhos para o interior, são os músculos profundos do ouvido interno. Existe portanto uma sinsimetria entre estes dois grupos de músculos internos, o que explica a melhoria da convergência.
EXERCÍCIO N° 5:
Este exercício praticado corretamente, dá a sensação de olhar pelo terceiro olho no meio da testa.
Apó ter tomado a posição de convergência, não alterar a posição física, mas mudar a atitude mental: em vez de por toda a vontade sobre a fixação de um ponto, concentrar a vontade sobre a aproximação dos olhos.
EXERCÍCIO N° 6:
Fazendo a convergência, levar a sua atenção ao nível da testa imaginando um ponto luminoso infinitamente pequeno. Este ponto deve ser localizado ao nível dum ponto no corpo.
Trabalho sobre visualizações diferentes:
- pulsação. - balanço. - rotação. - tremura.
EXERCÍCIO N° 7:
Imaginar uma ligeira parte côncava ao nível do ponto do corpo sobre o qual levou a sua atenção. Associar a convergência à respiração superficial.
EXERCÍCIO N° 8:
Facilitar a convergência pela respiração dos dois extremos.
Consultar o livro “O Yoga dos dois segundos”.
A cada fim de inspiração e de expiração, pensar a aproximar os olhos um do outro.
EXERCÍCIO N° 9:
Exercício ajudando a produzir uma variedade de desdobramento particularmente elevado.
Imaginar faíscas provindo do infinito, na sua frente e que penetram pelos dedos dos pés, sobem pelo corpo e juntam-se ao ponto de convergência dos olhos. Projeta-los seguidamente para a bossa occipital, zona visual onde se cria o fosfeno. Daí, as faíscas saem e vão-se dirigir e cumular numa esfera que gira sobre ela própria por traz da cabeça.
a corrente luminosa que atravessa o corpo deve passar com ondas regularmente ritmadas.
Quando o Fosfeno desaparecer, descontrair os olhos como para olhar em frente de si, mas levando a sua atenção sobre a esfera colocada por traz do crânio. Tentar seguidamente de se identificar à esfera, imaginando ter a forma esférica. Depois ao fim de um certo tempo, fazer explodir essa esfera e sentir-se como dissolvido no universo. O que cria uma sensação de imensidade.
EXERCÍCIO N° 10:
Imaginar uma corrente de faíscas que vem do infinito em frente de si e penetra entre os dois olhos, no sítio onde o fosfeno é projetado com a ajuda da convergência. Essa corrente atravessa o crânio e sai pela bossa occipital; depois divide-se em dois, dá a volta à cabeça para vir à frente. O conjunto forma uma espécie de 8 horizontal. Esse movimento mental ajuda a convergência e produz igualmente uma variedade de desdobramento.
EXERCÍCIO N° 11:
Convergência ocular sobre a raiz do nariz:
O ponto de concentração brilha como o sol vibrando sempre com o ritmo de dois segundos, por exemplo dilatando-se e contraindo-se.
Mantra: A-O
A = dilatação da esfera
O = contração da esfera
Nota: manter a convergência o mais tempo possível, depois deixar e descontrair os músculos oculares com um tempo igual.
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