O Doutor Francis LEFEBURE nasceu o 17 de Setembro de 1916 em Paris, no 14° distrito. A sua mãe, Claire SAINT- RÉMY, Pintora e poetiza, teve a sua hora de celebridade. O seu pai, advogado, dirigia uma revista de direito turístico termal.
Fez os seus estudos secundários no liceu em França, donde saíram bastantes homens famosos, o liceu Louis le Grand; e sempre guardou uma grande admiração pelos professores de Ciências que teve.
Aos 17 anos, fez o P.C.N. (Física, Química, Ciências Naturais), que era então o ano preparatório à medicina. Saiu nos primeiros, sobre várias centenas de estudantes, embora fosse mais jovem.
Simultaneamente aos seus estudos clássicos, estudou, a partir dos 13 anos, os métodos de desenvolvimento pessoal, bem como os tratados do yoga e ciências espirituais da época. Foi possível, porque tinha a grande possibilidade de habitar no meio do bairro latino em Paris onde se encontravam as únicas livrarias especializadas, da época, deste tema. Esta investigação precoce foi-lhe facilitada amplamente pela sua mãe que, conhecendo o seu interesse para estes assuntos, conseguia para ele melhores de todos os livros que havia. É assim que, a partir da idade de 15 anos, ele estudou apaixonadamente a obra toda do filósofo Rudolf STEINER, fundador da Antroposofia. Dirigiu-se completamente, bem mais tarde, para a sequência das suas descobertas sobre os fosfenos.
Começou os estudos de medicina aos 18 anos, interessando-se sobretudo a anatomia, a histologia, a fisiologia e a física médica, na qual obteve a nota máxima, mas, como DARWIN, não teve nunca nenhum gosto pela patologia e pela clínica, suportando-a apenas por razões familiares, o que ele considerava desviá-lo do seu caminho. É assim que foi externo dos Hospitais de Paris escolhendo os serviços de neurologia e de psiquiatria infantil.
Em Junho de 1934, encontrou, quem foi o seu mestre no verdadeiro sentido do termo: Arthème GALIP, diplomata ucraniano, filho do último governador de Bucovine, antes da anexação pela U.R.S.S.. Depois desse acontecimento, GALIP teve que se refugiar em França. Anteriormente tinha residido num templo zoroastriano. Este mestre tinha o poder de comunicar visões pela imposição das mãos, mas não tinha nenhum ensino oral digno deste nome. Havia uma contradição entre este dom e os exercícios que ensinava, uns muito mal feitos, e outros pura perda de tempo.
GALIP desapareceu na América do Sul, de tal modo que, continuando ao mesmo tempo os seus estudos de medicina, o Doutor LEFEBURE encontrou-se sozinho para tentar deslindar os efeitos opostos da imposição das mãos do seu mestre, os exercícios que ele lhe tinha ensinado. Para o fazer, passou primeiro a sua tese de medicina, em 1942, em Argel, sobre os exercícios respiratórios do Yoga:
"respiração rítmica e concentração mental". Ele, com efeito, tinha sido mobilizado em 1939 como médico auxiliar, seguidamente médico chefe.
Utilizou longos anos da sua mobilização para pensar em tudo o que tinha aprendido anteriormente. Das suas meditações sobre o serviço militar, saiu mais tarde um livro "Homologia e analogia do
microcosmo e do macrocosmo", que considerava como a sua melhor obra do ponto de vista intelectual.
Foi fundamentalmente o desenvolvimento da teoria da simetria. Sublinhemos que, muito recentemente, a ciência oficial, com o estudo dos "Fractais" e "a Homotetia interna", tomou o mesmo caminho… mais de quarenta anos depois.
Desmobilizado, quis seguir a sua vocação de sempre e começou uma licenciatura em Ciências Naturais, seguidamente fez o ensino das Ciências. Mas, casando-se, teve que tomar a uma situação médica: médico de higiene escolar. Não deixando as suas investigações, criou a associação "Homosofia" (sabedoria das semelhanças), formando os primeiros grupos de estudo das técnicas iniciadoras, em 1945.
Criando ao mesmo tempo os três filhos que tinha, utilizou os seus lazeres para escrever "o Poder do Cristianismo" para mostrar que o Cristianismo foi construído sobre os exercícios que foram, seguidamente cortados, e também que a não-violência é o melhor dos métodos de combate. Foi na época onde nas "Experiências iniciadoras" ele indicou os efeitos que se tinham produzido nele pela imposição das mãos de GALIP e as experiências de desdobramento às quais o seu método (publicado no livro "Homologias") o tinham conduzido.
Em 1959, o seu encontro com mago indonésio Pak SUBUH foi decisivo, porque ele quis comparar os exercícios deste último, com os do seu primeiro mestre. Como não se podia utilizar o eletroencefalograma, que exige o descanso muscular, teve a ideia de procurar a ação dessas alternativas de um mesmo exercício, sobre um fosfeno. Foi assim que descobriu o primeiro fenómeno fosfénico que nunca tinha sido assinalado antes de ele: o treino do fosfeno pelo movimento da cabeça de dois segundos, mais a sua fixação pelo movimento de cabeça rápido ou, a menor grau, lento.
O Dr. LEFEBURE recebendo a medalha do prémio do concurso
na feira Internacional dos Inventores Fontainebleau em 1967
O que o encaminhou ao estudo do que se passaria com dois fosfenos. O método de exploração do cérebro pelos ritmos dos fosfenos duplos revelou-se de uma riqueza e de uma utilidade prática extraordinárias. De onde surgiu o livro que tem este título, em primeiro lugar redigido sob a forma de relatório e transmitido, na primavera 1960, ao Serviço de Saúde escolar, ao qual o Doutor LEFEBURE pertencia. Esta obra, descreve diferentes ritmos e fenómenos cerebrais desconhecidos até então, que passava a ser possível observar graças ao Cerebroscópio, aparelho pelo qual o Doutor recebeu a Medalha de Prata do Concurso Lépine, em 1964. Encaminhou assim para o ouvido o que tinha descoberto. A sua descoberta permitiu-lhe desenvolver em primeiro lugar o “Sincrofone” que se tornou seguidamente o “Alternofone”, aparelho de ativação cerebral, e escreveu então o livro: "A ativação do cérebro pela audição alternativa". Foi premiado com a Medalha de Ouro no Concurso Lépine em 1963, e com a Medalha de Ouro na Feira Internacional dos Inventores em Bruxelas em 1964, pela ação sobre o cérebro do aparelho à audição alternativa (Alternofone).
Exame cerebroscópico praticado pelo Dr. LEFEBURE
Em 1963, teve a ideia de estudar o que se produziria se fizesse o esforço de pensar num assunto preciso durante a presença do fosfeno. Foi do princípio da "Conjugação Fosfénica", método que permite obter eficazmente o desenvolvimento da memória, da inteligência, do sentido, da iniciativa, da intuição artística, da criatividade e pela mistura dos pensamentos com os fosfenos. Em Novembro de 1975, a Feira Mundial dos Inventores em Bruxelas concedeu a Medalha de Prata ao Doutor LEFEBURE, pelo método da "Conjugação Fosfénica em Pedagogia" que, em 2004, estava na décima sexta edição e com 58 000 exemplares vendidos..
O sincroscópio
Rapidamente, o método revelou-se numa abundância inacreditável, sendo de uma facilidade de aplicação notável. Portanto, ele concentrou todas as suas forças no aperfeiçoamento desta técnica, na sua divulgação e seguidamente à sua extensão aos outros órgãos dos sentidos.
Cada um dos seus leitores lhe indicava os resultados da aplicação e tornavam-se assim em colaboradores (cujo nome é sempre citado, exceto recusa da sua parte), ao lado do facto descoberto. Foi assim que em vinte e nove anos de trabalho ele conseguiu acumular uma documentação considerável e absolutamente única no mundo.
A acumulação desta documentação permitiu destacar o papel que o Fosfenismo tinha desempenhado na origem de todas as religiões, de onde surgiu o livro "Fosfenismo e a origem das religiões" ("Desenvolvimento da vidência pelo Fosfenismo").
Foi nesse período que resolveu o grande enigma da sua juventude: de onde origina o estranho poder que o seu soberano Galip tinha na imposição mãos? Com efeito, os fosfenos mostraram possuir uma grande facilidade de transmissão por telepatia. Ora, as regiões zoroastrianas eram as únicas no mundo onde o petróleo jorrava à superfície da terra, como fontes, até à era industrial. Assim, desde a aurora da pré-história, uma cepa humana teve bem maiores facilidades materiais para ter fogos muito vivos, permanentes sem estar a analisar o detalhe do mecanismo: pensar fixando uma forte chama; ou seja, praticar o Fosfenismo sem saber. É por isso que se imagina que há nessas regiões indivíduos que possuem uma ciência secreta, enquanto têm simplesmente os dons específicos provocados pela Conjugação Fosfénica praticado instintivamente, cuja força se acumulou em certas linhagens desde há centenas de milhares de anos.
Mais tarde, a extensão do princípio da Conjugação Fosfénica à respiração o fez escrever o livro: "O Pneumoféno, ou a respiração que abre as portas do outro mundo".
A mesma extensão no sentido da perceção do movimento levou-o a conceber o livro: "Do Moinho da oração ao dínamo espiritual, ou a máquina a fazer subir Kundalini". Este livro ilumina um novo dia, sobre as bases experimentais e as tradições esotéricas orientais. Foi seguido, em 1988, do volume II que descreve as novas aplicações do Giroscópio. O Doutor LEFEBURE considerava ele mesmo que fosfeno e as diversas modalidades de Giroscópios que uma brecha foi aberta "no esoterismo". Os fenómenos ditos iniciativos devem ser definitivamente postos ao alcance de todos. A força liberada está como uma lava escaldante que vai indo cada vez mais sobre a humanidade.
O seu encontro com Daniel STIENNON foi determinante para a divulgação do Fosfenismo. Este criou uma associação e em seguida e muito rapidamente, uma sociedade cuja difusão se estende atualmente no mundo inteiro.
A Obra do Doutor LEFEBURE é comparável às dos maiores investigadores. Desde mais de 30 anos que o Doutor Lefebure se empenhou em conferências e seminários no mundo inteiro, certos livros, traduzidos em várias línguas, podem afirmar que, desde 1945, tem influenciado todos os investigadores da época até hoje. A senhora Alexandra DAVID-NEEL, por exemplo, tinha estudado o livro da abóbada do Fosfenismo, "Homologias", e conhecia o Doutor LEFEBURE. Naturalmente, muitos extraíram ou se serviram dos seus trabalhos sem nunca fazer referência ao Doutor LEFEBURE, contrariamente, esta ultima citava sempre as suas fontes.
Um resumo tão curto não permite evidentemente de prever os acontecimentos de toda uma vida de investigação, os encontros, as deceções, as alegrias, as felicidades e as desgraças. O Doutor LEFEBURE era sobretudo um investigador, verdadeiro; um homem fora do comum, um inovador dos quais a obra é totalmente original, servirá de base a numerosas outras descobertas no domínio do espírito, porque pôs uma ponte sólida entre a fisiologia cerebral e as técnicas iniciadoras. Foi assim o autor de 30 obras das quais uma vintena sobre o Fosfenismo e as suas aplicações e inventor de 5 aparelhos de ativação cerebral.
Do conjunto destes trabalhos é necessário sobretudo reter o método Conjugação Fosfénica que, num futuro próximo, influenciará amplamente a deambulação da humanidade o que foi objeto e o resultado de toda uma vida de investigações: a explicação científica da origem das religiões.
Algumas datas na história do Fosfenismo:
- 1916: o Doutor Francis LEFEBURE nasceu no dia 17 de Setembro de 1916, em Paris. Morreu no dia 19 de Março de 1988 no n° 104, rua Réaumur 75002 Paris.
- 1945: Cria a associação "Homosofia: "Sabedoria das semelhanças" que transformará pouco tempo depois em associação "Fosfenismo".
- 1959: Primeira descoberta do Dr. LEFEBURE sobre fosfenos e primeiro livro que explica o Fosfenismo.
- 1960: Verificação ao CNRS, no laboratório do Instituto Nacional dos Desportos e no hospital Henri-Roussel em Paris dos trabalhos do Dr. LEFEBURE.
- 1963: Primeira Medalha de Ouro prémio no Concurso Lépine.
- 1967: Envio de cartas e telegramas ao Vaticano e a sua Santidade Paul VI para explicar que acabavam de ser descobertos cientificamente os "fenómenos" de Fátima. Após estas divulgações que "perturbaram" o papa, a Igreja não fala mais dos "prodíigios solares" como joia da Igreja católica. O que constitui um reconhecimento implícito das descobertas do Dr. LEFEBURE.
- 1967: Primeira fotografia de fosfenos realizada pelo Sr. Louis Cuttica. Depois, mais de cem fotos serão realizadas.
- 1969: Os serviços secretos de vários países, cuja França, se interessarão às descobertas do Dr. LEFEBURE. Mas, tendo em conta as implicações religiosas o dossiê os excede "dossiê classificado".
- 1974: Saída do livro "Fosfenismo, nova explicação da origem das religiões".
- 1975-1982: Ciclo de conferências (Alemanha, Grã-Bretanha, Portugal, África, Reunião, Canadá Francês).
- 1981: Primeiro encontro de Daniel STIENNON com o Dr. LEFEBURE.
- 1981: Após a descoberta da função “rotacional do cérebro”, o Dr. LEFEBURE cria o Girascópio.
- 1986: Criação por Daniel STIENNON da sociedade “sarl Editions Phosphénisme.
- 1996: "Conjugação Fosfénica em Pedagogia" é a 14ª edição com mais de 56.000 exemplares vendidos.
- 1997: Entrada do Fosfenismo na Internet em três línguas (Francês, Espanhol e Inglês).
- 1999: Criação de um Centro de Investigação Fosfenologico no departamento Gard (30).
- 2001: Lançamento e criação dos primeiros livros eletrónicos.