FAQ
(PERGUNTAS FREQUENTES)

CIÊNCIAS PSÍQUICAS E
TÉCNICAS INICIADORAS


1ª. PARTE   -    2ª PARTE   -    3ª PARTE


Para alguns, este processo talvez modifique as ideias recebidas mais usuais, mas pareceu-nos necessário trazer elementos de reflexão de natureza concreta, e não apenas filosófica, como é habitualmente o caso nos meios supostamente espirituais.

Dizemos e afirmamos que é bastante crescido (a) para se guiar a si mesmo, a partir do momento em que tem os pontos necessários para saber para o que tende, e como aceder eficazmente. Ora, a questão é a seguinte: como não se  perder entre todas as "filosofias" e métodos existentes?

O único critério válido é o resultado. Prestamos uma grande atenção à eficácia, porque, entre outras coisas, faz ganhar tempo. Porquê, não começar agora, a partir de princípios claramente analisados e eficazes?

A independência na investigação, aí está, o nosso motivo condutor. É a via de todos os que atingiram o seu objetivo, no domínio do espírito.

As perguntas que seguem pretendem frequentemente respostas mais documentadas, é a razão pela qual o convidamos a visitar o nosso espaço “Assinantes” no qual encontrará os desenvolvimentos sobre os pontos levantados a seguir.

SUMÁRIO 1ª PARTE
  1. Que abrange a prática do Fosfenismo?
  2. O que é a Iniciação?
  3. O que é um Neófito (ou o que é um Mestre)?
  4. Existe uma ciência oculta, quer dizer uma ciência que só se revela aos que estão “prontos” e que permitiria ter acesso a poderes especiais?
  5. O que é o desdobramento mais precisamente e a viagem astral?
  6. O que é mais precisamente desdobramento e viagem astral?
  7. O Fosfenismo pode ser estudado pela parapsicologia?
  8. Quais são as diferenças entre perceções extrassensoriais e supranormais?
  9. O que diferencia as ciências do psíquico das técnicas iniciadoras?
  10. Certos fenómenos misteriosos serão fenómenos fosfénicos?
  11. Certos aspetos do Fosfenismo entram no âmbito do paranormal?
  12. Todas as experiências fosfénicas são do domínio subjetivo?
  13. Há perigo na prática do Fosfenismo?
  14. O que é a telepatia fosfénica?
  15. Pode influenciar-se alguém à distância?
  16. O que é um sortilégio?
  17. Há contraindicações à prática do Fosfenismo?


1 - Que abrange a prática do Fosfenismo?

Compreender o Fosfenismo é ao mesmo tempo simples e complicado. Se limitar-se a uma diligência meramente intelectual, a apreensão é certamente muito complicada porque a maioria dos fenómenos escapará à compreensão. Se em contrapartida, se põe as técnicas em prática, são os aspetos intelectuais que tomam todo o seu sentido. Com efeito serão libertados do invólucro, que se tem costume de manter e beneficiarão das descobertas que causa a experiência individual. Neste domínio, a única diligência válida é a experimentação.

O Fosfenismo é um domínio de investigações completas, que compreende vários ramos de estudos e de aplicações.

- Do estudo da ação dos fosfenos sobre o pensamento saem duas aplicações principais:
  • A pedagogia.

  • O desenvolvimento das faculdades de perceção supranormal.
- A fisiologia cerebral aplicada deu origem a diversas técnicas:
  • A Cerebroscopia: Análise do funcionamento cerebral pelos fosfenos duplos.

  • A Alternofonia: Saída do ramo precedente, é utilizada nomeadamente no domínio da melhoria do funcionamento cerebral no sentido mais largo.

  • A Girascopia: Domínio que se enriquece incessantemente as novas  modalidades e cuja característica é o desenvolvimento de uma função cerebral específica: a função rotativa do cérebro pela meditação girascópica.
Cada ramo do Fosfenismo, há muito tempo que comprovei, traz muitas soluções e suscita muitas descobertas (ver testemunhos). O futuro está traçado e daqui a alguns anos, cada um dos ramos do Fosfenismo fará parte integrante da vida quotidiana.

Além disso, o estudo do Fosfenismo esclarece muitos enigmas sem resposta, até hoje: a origem das religiões e a natureza das técnicas iniciadoras. São igualmente outros aspetos da história humana que aparecem; os bastidores de certa forma.
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2 - O que é a Iniciação?

Existem vários aspetos na iniciação. Nunca se dirá que chegue , a palavra iniciação vem do latim initium que significa princípio, início. O que não tem, por conseguinte, nada a ver com a aceção espiritual corrente, quem quer que a iniciação seja o dom definitivo de um estado, que faz entrar logo no mundo espiritual. Analisando as tradições e as religiões, apercebe-se que tal conceção não existia em parte alguma.

A iniciação consiste sempre na transmissão de uma energia de natureza não física, que a pessoa recetora deve manter constantemente a seguir.

É este diálogo diário que permite ao indivíduo, tomar consciência das energias inatingíveis e de descobrir os múltiplos fenómenos subjetivos.

O acesso a esta energia efetua-se sempre pela utilização dos fosfenos e pela prática do pensamento ritmado (quer sob a forma de orações repetidas frequentemente, quer sob a forma da repetição de mantras ou enumerações, quer sob a forma Japa, que quer dizer, oração perpétua).

A particularidade dos fenómenos assim produzidos é que estas transmissões de energia psíquica podem-se estudar, reproduzir e são perfeitamente verificáveis e é o que faz a diferença com os ensinos que pretendem obter fenómenos de natureza física (como a tele-kinesia; a levitação etc.), dos quais esperamos ainda a demonstração (mesmo a espiritualidade se tornou materialista e com isto diz-se tudo!)

Com efeito, estimula-se a atividade cerebral de modo a que as células nervosas se sincronizem em certas zonas do cérebro. O que provoca uma energia com uma grande potência que, canalizada nas zonas do pensamento, corresponde à descrição clássica da atenção da Kundalini e dos fenómenos de extensão da consciência. Ora, os místicos e os yogas autênticos, descrevem sempre os fenómenos ou as perceções que obtêm como sendo subjetivas. "O universo espiritual" por conseguinte é atingido pela perceção subjetiva. O que permite por último, determinar em que sentido, convém verdadeiramente conduzir as investigações e é um domínio que, nos nossos sistemas materialistas e tecnológicos, só pede a ser estudado. A iniciação, no sentido mais profundo do termo, é da competência da fisiologia cerebral, mas sob aspetos que não tinham sido explorados tão profundamente antes dos trabalhos do Doutor Lefebure.

Alexandra David-Neel (que consultou o Dr. Lefebure nos seus tempos de clínica médica), viveu um longo tempo na Índia e no Tibete, disse bem que os lamas mais sábios tinham afirmado que os “fenómenos” pertenciam ao domínio subjetivo.

Nota: As experiências subjetivas respondem a leis, da mesma maneira que a matéria tem as suas e existem numerosas constantes de um indivíduo ao outro. Não há, por conseguinte, um excesso de imaginação, mas uma realidade que não é da competência do domínio físico, que esteja unida pelo funcionamento cerebral.
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3 - O que é um Neófito (ou o que é um Mestre)?

Um Neófito ou um Mestre, será alguém que terá cultivado o pensamento ritmado e que poderá transmitir esta energia aos outros. Assim se despertam os ritmos profundos na pessoa que a recebe e por sua vez, a mantém, para além dos múltiplos de fenómenos subjetivos (visões, clariaudiência, extensão de consciência (desdobramento-viagem astral), perceção dos chacras, o desperto da kundalini, etc.), terá a capacidade de transmitir os seus ritmos. É talvez a esse respeito que se pode dizer que o Mestre ou o Neófito necessita falar para provocar esta "transmutação" de todo o indivíduo; mas o que não dispensa explicações elementares, nem a compreensão dos processos iniciadores.

Nota: O Êxtase absoluto que os dervixes atingem frequentemente é igualmente sentido pelos visitantes. Será eleito chefe dos dervixes giratórios, aquele que saberá transmitir melhor um movimento de rotação na consciência dos outros dervixes.
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4 - Existe uma ciência oculta, quer dizer uma ciência que só se revela aos que estão “prontos” e que permitiria ter acesso a poderes especiais?

Não! Existem simplesmente pessoas, que, na sua infância, utilizaram o instinto dos fosfenos deixando-se embalar pelos seus próprios ritmos cerebrais, o que lhes deu acesso a diversas experiências. É necessário observar que eles mesmos ignoram a verdadeira causa das suas próprias faculdades. É desta ignorância que nasceu supostamente uma "ciência oculta" ou "ciência secreta", que só se revelava aos que estavam prontos. Por outro lugar, quando se estudam as tradições religiosas e iniciadoras, constata-se que utilizavam os fosfenos em absolutamente todas e que a prática de fixação de fontes luminosas diretas e indiretas sempre foi considerada como um ensino mais elevado! O que mostra que a ação da luz sobre a criatividade e os fenómenos psíquicos é conhecida por toda a parte e que existiu em todos os tempos.
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5 - O que é o "desdobramento ou extensão da consciência" no Esoterismo?

O desdobramento, é um fenómeno neurológico, fácil a provocar quando se conhecem os processos fisiológicos (pode ser facilmente provocado pelo treino do pensamento ritmado através certos balanços nomeadamente, ou os exercícios como as "contrações estáticas") e é necessário efetivamente notar que estes fenómenos são totalmente subjetivos. Isso significa que tudo se situa a nível do mental e que a física não é investida na experiência.

Não pode, portanto, acontecer nada ao corpo e por conseguinte, não há nenhum perigo em viver esta experiência interna.

E o que justifica a noção de desdobramento: continua consciente do corpo e ao mesmo tempo, está consciente e sente-se as situações que não são físicas. A consciência presente está-se por conseguinte "em dois sítios ao mesmo tempo”.

É usual ouvir-se dizer que o desdobramento só se pode produzir no sono. É o discurso clássico dos que não sabem do que falam.

Frequentemente, existe uma confusão entre certos estados de consciência no sonho e no desdobramento. Acontece que possa estar consciente no sonho, quer dizer que sabe que se dorme e sabe que se sonha (o que permite chegar ao sonho dirigido). Neste estado, é suficiente pensar numa situação para imediatamente a visualizar. Ora, muitos confundem este estado com o desdobramento e o que visualizam é o reflexo dos pensamentos acumulados, no estado de vigia. Por outro lado as cenas visualizadas são geralmente combates de monstros, perseguições ameaçadoras, situações dramáticas, etc. Interrogando estas pessoas, apercebemo-nos rapidamente que banham em ambientes "literários" e cinematográficos correspondendo aos sonhos conscientes. Noutros termos, são tão impregnadas deste tipo de representações que estas se impõem espontaneamente logo que a consciência se apresenta. É fácil depois acreditar no facto de ter feito um desdobramento e de ter encontrado ou ter combatido "entidades astrais" , ora que são os seus próprios demónios que encontraram.

Esta noção é chamada em psicologia "sonho acordado" e em esoterismo "parte inferior astral, meio astral, elevado astral". Esta classificação, parte inferior, meio e elevado são estabelecidos em função do nível e da qualidade do sonho despertado. Esquematicamente os sonhos atormentados "inferior"; os sonhos simbólicos "meio" e os sonhos que cobrem um conteúdo espiritual (contacto com um guia) "elevado".

Nestes estados, encontramo-nos em frente de si próprio e é o seu próprio reflexo que visualiza: a pessoa que começa a ter pensamentos sombrios acaba por ser "negativa" permanentemente e terá experiências que angustiam. O místico que dirige o seu pensamento para Deus, acaba por ver anjos. Tudo isto se faz em virtude das leis dos pensamentos que são semelhantes aos da matéria, mas invertidos. No plano físico, os polos do mesmo sinal de dois ímanes afastam-se. No plano mental, os pensamentos da mesma natureza atraem-se. Há por conseguinte uma polaridade e uma inércia do pensamento, como há polaridade e inércia da matéria. As suas leis são as mesmas, mas inversas. Assim, as pessoas que se banham em ambientes intelectuais insalubres, encontram as mesmas ideias nos sonhos, mas amplificadas. As pessoas que banham em literaturas ou ambientes espirituais, terão mais possibilidades de fazerem "contactos" espirituais.

Se estiverem conscientes no sonho, pensam fazer um desdobramento e uma "viagem astral". Dirão seguidamente a todos que o desdobramento e a viagem astral, são perigosos, ora, com efeito não realizaram desdobramento, nem viagem astral, esses sonhos conscientes são bem outra coisa.

Ainda mais, os sonhos podem provocar certos efeitos físicos (tetania, aumento ou diminuição do fluxo sanguíneo em certas partes do corpo, aumento do ritmo cardíaco) o que não acontece no desdobramento ou na viagem astral. Certos tipos de sonhos "conscientes/dirigidos" podem mesmo permitir, viver situações fora do tempo e fora do esquema corporal, com uma tal sugestão de realidade, que certas pessoas não hesitarão em proclamar, que viveram uma ”vida anterior!”.
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6 - O que é o desdobramento mais precisamente e a viagem astral?

Devido ao desenvolvimento que necessita esta questão: ver "UNIVERSO ENERGIA FOSFÉNICA" em download gratuito no espaço "Assinatura"
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7 - O Fosfenismo pode ser estudado pela parapsicologia?

NÃO, o Fosfenismo é um ensino de tipo Iniciador, Esotérico, Espiritual. As experiências realizadas não entram no âmbito das experiências ditas de parapsicologia, as experiências Iniciadoras são de outra natureza.

Observação: "O universo para psicológico é um universo que nunca convenceu os que já eram. Os poucos dos resultados convincentes aplicáveis não deixam aperceber as grandes possibilidades de aplicação".

Numa boa quantidade de experiências, nem sempre fáceis, para uma pessoa que não possui as informações necessárias, deverá julgar a qualidade real da sua própria experiência. Podemos tomar como exemplo o que se passa durante uma crise de urticária: o que nos dá comichão até ser insuportável. Coçando-se, podemos observar que sentimos um certo bem-estar. É o que se chama, em medicina, a " voluptuosidade de coçar" o que é, por conseguinte, um problema patológico, fica-se num estado de voluptuosidade, mas que é um verdadeiro beco sem saída sensorial.

E do mesmo modo, as experiências, como por exemplo os exercícios iniciadores de balanço de cabeça, onde a pessoa não analisou os exercícios com a ajuda dos fosfenos, poderá ser conduzido a fazer balanços demasiado amplos, provocando assim, uma massagem dos gânglios simpáticos. Seguirá um estado de bem-estar que pode deixar crer à pessoa que vive uma experiência espiritual, ora o que se passa é que se encontra num fenómeno sensorial. Não é sempre fácil analisar entre uma experiência real e uma estimulação sensorial.

Quanto aos fenómenos físicos, como as famosas experiências de Uri Geller sobre a torção dos metais, basta ver o desenvolvimento de toda uma indústria fundada sobre a memória da forma dos metais, para saber o que pensar. Além disso, as "experiências" que consistem em "acionar" à distância (e em diferido) relógios, são bem conhecidos dos físicos, sob forma de cristalização dos metais. Demasiadas pessoas ainda se deixam enganar, porque não têm em memória as noções da física elementar. Todo o tipo de metal tende a retomar a sua forma inicial. Bem como as pontes inteiramente metálicas podem perder ligeiramente, no tempo, o seu comprimento, do mesmo modo que uma mola de um relógio se estica ao longo dos anos. Quando volta a utilizar um relógio que se esqueceu numa gaveta há muito tempo, o mecanismo põe-se em movimento, ajudando as molas frequentemente tensas, para o fazer funcionar durante pelo menos três quartos de hora. E de acordo com o nível de estudos de cada um, alguns dirão que são "poderes psíquicos" e outros "leis da física elementar"!
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8 - Quais são as diferenças entre perceções extrassensoriais e supranormais?

Definimos exatamente o que significam estes termos.

A perceção extrassensorial é o "que se estabelece fora dos sentidos", por conseguinte, o que é percebido sem a participação dos sentidos físicos. Ora, sem estes, não há perceção possível. Esta conceção é por conseguinte, absurda, embora certas pessoas provoquem o "envio de um pensamento" a outras pessoas. Mas já estão fora do assunto e como prova coloca-se uma pessoa em estado de isolação sensorial, os sentidos físicos não são solicitados, no entanto a pessoa tem numerosas perceções: cores, imagens, sons, sensações cenestésicas, odores, etc. por conseguinte o que demonstraria a existência de uma perceção que se faz sem a participação dos sentidos físicos. Precisamente, este conjunto de perceções não é externo aos sentidos físicos. Uma perceção extrassensorial significaria "compreender sem a participação do cérebro", o que não é possível. Em contrapartida, a experiência da isolação sensorial destaca certas particularidades do cérebro, nomeadamente um sistema sensorial que possui as mesmas características que a perceção física, mas exclusivamente subjetiva!

É portanto, o inverso da noção de perceção extrassensorial (perceção externa aos sentidos; fazendo-se sem os sentidos físicos), e tem antes uma perceção interna dos sentidos, fazendo-o com a inteira participação do cérebro.

É esta forma de perceção que é qualificada de "supranormal"; estabelece-se através dos sentidos. Etimologicamente, supra, quer dizer acima, além. Concretamente, a experiência do isolamento sensorial mostra que existe certamente uma forma de perceção, que se efetua sob o limiar dos sentidos físicos, quer dizer, antes que as estimulações físicas atinjam uma intensidade suficiente, para que os sentidos respondam. Esta perceção faz-se por conseguinte para além dos sentidos; mas um além interior. Se quisermos ser precisos para descrever esta experiência, mais vale falar de uma perceção efetuada abaixo dos sentidos físicos; o contrário de supra. Deve-se criar um neologismo que significa: perceção sob o limiar do normal?

intra: no  interior - ab: sem - infra: abaixo.

É o domínio do subjetivo, quer dizer de uma forma de perceção cujo indivíduo é a única testemunha, como é a única testemunha dos seus sonhos ou dos seus pensamentos. No entanto, as experiências subjetivas respondem a leis bem precisas, da mesma maneira que a matéria tem as suas e existem numerosas constantes, de um indivíduo ao outro. Não se trata de um excesso de imaginação, mas sim de uma realidade que não é da competência do domínio físico, sendo assim unida pelo funcionamento cerebral. Este último é constituído de reações químicas e elétricas que produzem numerosas trocas de energia. O Dr. Lefebure descobriu que, graças à luz, temos a possibilidade de aumentar estas trocas. Destacou igualmente, que os hemisférios cerebrais não funcionam continuamente, como se poderia crer (basta observar como o ensino nas escolas é estruturado), mas por alternância; o que possui numerosas funções rítmicas. Assim, quando se coloca o cérebro nas condições em que os seus ritmos são estimulados no máximo, a sua amplificação é tal, que a perceção subjetiva torna-se tão intensa como a perceção física. Esta amplificação constitui a perceção supranormal e é o que, sob outros vocábulos, todos os santos e místicos procuraram obter com treinos adequados. É este universo subjetivo que foi nomeado o "mundo do espírito”.

Não há contradição entre "subjetivo" e "objetivo". Esta dicotomia não designa uma realidade física que é oposta à inexistência do espírito. O que é objetivo corresponde à perceção física; e o que é subjetivo corresponde à "perceção interior". Tanto faz dizer que a perceção física contém também uma boa parte de subjetividade, porque o último recurso é o mental que analisa todas as perceções. Para o provar, a mesma intensidade de dor administrada a dois indivíduos dará resultados ressentidos diferentes. Quando a atuação entre interessados, esta diferença pode ser ainda mais marcada, a título de exemplo, podemos citar testemunhos que relatam o mesmo acontecimento que parece não descrever a mesma coisa! Inversamente, na medida em que várias pessoas se apercebem do mesmo fenómeno subjetivo, este entra no universo da objetividade, quer dizer da realidade. Acessoriamente, o sonho fornece-nos um bom exemplo, porque, pelo seu conteúdo, durante muito tempo foi vivido como uma perceção apenas subjetiva, mas provou-se que, seguidamente quando se estudou, que assinalava também uma atividade elétrica do cérebro que pode ser medida objetivamente; o objetivo e o subjetivo, longe de se oporem, são inexplicavelmente ligados.

O pensamento é o primeiro fenómeno subjetivo do qual temos consciência, e dá-nos acesso a todo um mundo de sensações. A esse respeito, o pensamento não pode ser considerado como a consequência da atividade cerebral, mas o cérebro é, designadamente, o órgão da perceção subjetiva. Na natureza, um órgão desenvolve-se apenas em relação a uma energia existente, que se aperceberá cada vez melhor de acordo com as necessidades da espécie e do indivíduo. Os olhos desenvolveram-se apenas porque a luz existia antes dos olhos. O ouvido foi desenvolvido para aperceber melhor um universo vibratório específico, trazendo um conhecimento suplementar do ambiente. É do mesmo modo para todos os órgãos dos sentidos. Os olhos não se desenvolveram porque a luz existiu de repente! O processo fisiológico é semelhante para o pensamento, que é a expressão de uma energia pré-existente que a atividade cerebral permite perceber. O pensamento é o limiar (ou limite) do espírito.
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9 - O que diferencia as ciências do psiquismo das técnicas iniciadoras?

As ciências do psíquico estão ainda em investigação para estabelecer bases sólidas no domínio ao qual devem investir. Mas a palavra "ciência" pode facilmente provocar a confusão nos espíritos, porque no grande público, é frequentemente sinónimo de conhecimentos bem estabelecidos e definitivos, enquanto os cientistas sabem efetivamente que essas questões também não são cortadas como se gostaria que fossem. Os dados e as teorias científicos estão, com efeito, numa perpétua evolução e é precisamente o que caracteriza a diligência científica, por outro lado é só ver o ritmo cada vez mais rápido pelo qual as novas descobertas se fazem.

Bem frequentemente, os que põem perante as ciências do psiquismo querem dar a entender que no domínio do espírito, os conhecimentos são perfeitamente estabelecidos, o que não é infelizmente o caso. Quando se analisa estas ciências, apercebemo-nos que uma boa parte sobre as pré-suposições, certezas e às vezes prejuízos; e que realmente, que cada uma delas propõem nada mais nada menos que uma grelha interpretativa que tenta decifrar realidades que se roubam incessantemente à objetividade.

No que se refere às técnicas iniciadoras, são um conjunto de métodos que permitem obter fenómenos cuja existência foi constatada desde há milénios. O facto que estes fenómenos puderam ter sido constatados não significa que sejam compreendidos e explicados, mas simplesmente que conhecem as circunstâncias específicas que permitem realizar certas experiências.
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10 - Certos fenómenos misteriosos serão fenómenos fosfénicos?

Uma das fases do fosfeno, luor difuso, possui propriedades que se definem como uma energia: permite a perceção dos objetos em plena obscuridade; é muito transmissível por telepatia, e é fotografável Pode-se igualmente dar-lhe uma forma. É este luor difuso que foi chamado "egrégio" nos tempos antigos. Ora, quando há acumulação de sais fosfénicos num sítio, dá origem a manifestações sobrenaturais, as "aparições”.
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11 - Certos aspetos do Fosfenismo entram no âmbito do paranormal?

O Fosfenismo pode explicar uma grande quantidade de fenómenos que se dizem paranormais. E permanece ainda à luz da ciência, certos enigmas e garante que em alguns anos serão elucidados, tanto mais rapidamente que o Fosfenismo será estudado por investigadores eméritos.
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12 - Todas as experiências fosfénicas são do domínio subjetivo?

Não somente as experiências fosfénicas, mas também todas as experiências psíquicas ou espirituais são da competência do domínio subjetivo.

O Doutor Lefebure formulou assim: “Quem que procura a objetividade será desiludido e quem procura pelo contrário a subjetividade, aperceber-se-á um dia que as suas experiências são objetivas”. Mas consolemo-nos e não sejamos mais crianças, todas as grandes descobertas assim foram encontradas.

Recordem-se por exemplo de Einstein que descobriu a lei da relatividade complexa, sonhando que se encontrava numa esfera com outras esferas em redor dele. Isto parece bem ser o sonho mais banal que se possa imaginar e no entanto a objetividade ganha sobre a subjetividade.

O fenómeno subjetivo mais conhecido é o sonho. Subjetivo, porque somos as únicas testemunhas do conteúdo dos nossos sonhos e não podemos trazer nenhuma prova do que apercebemos quando sonhamos. Mas como todos sonham, este fenómeno subjetivo passou ao domínio objetivo.

Se várias pessoas descrevem um fenómeno subjetivo, passa obrigatoriamente a ser objetivo.

Quando houver muito mais pessoas que farão experiências místicas, estas passarão ao domínio objetivo.

Mas o "mundo do espírito" permanecerá sempre no domínio dos fenómenos subjetivos sem relação à matéria. E agora sabe-se que, os que quiseram criar uma relação foram acusados de fraude, porque o universo subjetivo ao qual pertence "a experiencia" não tem interações demonstrativas com factos qualificados de objetivos pela ciência atual.
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13 - Existe perigo na prática do Fosfenismo?

Nenhum, no que diz respeito à prática da Conjugação Fosfénica. Bem pelo contrário, porque a luz é um verdadeiro purificador do pensamento.

MANÈS dizia "A luz leva para o bem".

Produz-se com efeito no pensamento, uma verdadeira depuração dos sentimentos que conduz sempre a pessoa para o que a protegerá e a equilibrará mais; e acontece às vezes, sem que a pessoa se aperceba.

Em contrapartida, no que diz respeito aos exercícios de pensamentos ritmados, estes geram uma energia colossal no pensamento. Esta energia vai desempenhar o papel de amplificador sem discernimento, porque nos primeiros tempos, amplificará todos os pensamentos, igualmente os bons e os maus. É a razão pela qual esta prática do pensamento ritmado deve ser sempre associada à prática da Conjugação Fosfénica, mas convém igualmente durante a sessão de pensamentos ritmados tomar cuidado na escolha dos seus pensamentos.

Uma pessoa depressiva deve limitar-se à prática da Conjugação Fosfénica. Isto é igualmente verdade para pessoas com um comportamento agressivo. Este fenómeno de amplificação dos pensamentos maus é chamado: "a purificação", a sua intensidade pode ser importante, mas estampa-se após algum tempo.
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14 - O que é a telepatia fosfénica?

Por telepatia, entendemos "emissão de um pensamento de uma pessoa à outra", como se compreende habitualmente. A Telepatia fosfénica consiste numa transmissão de ritmos.

A Telepatia Fosfénica é por conseguinte a indução de um ritmo por reciprocidade. A distância tem um papel importante, porque se está próximo do emissor, mais os fenómenos são intensos. O que permite compreender os prodígios solares como em Fátima, este último reconhecido pela Igreja (após 13 anos de processo canónico), como "a joia da igreja romana"; o qual não é mais nem menos que um fenómeno cem por cento fosfénico, (se o sol verdadeiramente tivesse tido o comportamento que se lhe atribui, não estaríamos aqui para falar dele…), e cujos elementos podem ser realizados separadamente ou juntos, sem retirar nada à parte espiritual do acontecimento.

O sentido da palavra prodígio é a suspensão das leis naturais. O que a multidão apercebeu em Fátima, foi o co-fosfeno solar que deu esta sensação de ocultação do sol. Os outros movimentos do co-fosfeno: balanços, pulsações (que as pessoas tomaram como a queda do sol!), os tremores, são ritmos próprios dos fosfenos. Mesmo o fenómeno espetacular da erva secando rapidamente ora se tinha chovido, é um fenómeno fosfénico que releva da propriedade calórica do luor difuso.

Certas testemunhas disseram por outro lado, ter sentido uma sensação de calor; e outras, mais uma sensação de frescura, isto é completamente característico da experiência fosfénica que consiste na projeção do fosfeno para as costas mão; a experiência mais notável ainda, quando várias pessoas projetam um fosfeno para uma mesma pessoa. Esta põe-se então a balançar-se espontaneamente, o que mostra que o fosfeno é uma energia em relação com ritmos profundos.

Nestas duas experiências, certas pessoas descrevem uma sensação de ligeiro calor; para outros, é uma sensação de frescura que predomina. Do mesmo modo, as bolas branqueadas que caem do céu e que as pessoas tentavam apanhar imponentemente, estas desmaiavam, era mesmo um fenómeno relativo da definição do fosfeno: perceção subjetiva das sensações luminosas. Sabe-se que quando não se passa mais nada na retina, há ainda emanação de uma substância subtil produzida pelo cérebro: o luor difuso. Esta fase do fosfeno permite aperceber objetos em plena obscuridade; e é então durante esta fase e nesta luz, que os místicos têm as visões.

Nota: em 1967 e após o envio de cartas e de telegramas pelo Dr. Lefebure ao Vaticano à sua santidade Paul VI para explicar que os "fenómenos" de Fátima tinham sido descobertos cientificamente (divulgações que"incomodaram" o papa), a Igreja não fala mais dos “prodígios solares" como a joia da Igreja católica. O que constitui um reconhecimento implícito das descobertas do Dr. Lefebure.

Outro exemplo de um efeito de telepatia fosfénica: conhece a qualidade do seu pensamento, a qualidade da sua imagem mental quando forma por exemplo o ponto de concentração para praticar um balanço. Se ao lado de si está uma pessoa mais avançada e pratica consigo este exercício, observará que terá muito mais facilidade a formar e manter esta imagem.

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15 - Pode-se influenciar alguém à distância?

Esta pergunta deve ser abordada sob dois aspetos. O primeiro tem em conta apenas o pensamento como tal: Pode atingir-se à distância o cérebro de outra pessoa e impor-lhe o nosso próprio pensamento? Neste caso, a resposta é NÃO.

No entanto, muitos creem sem nunca ter tido a demonstração.

O segundo aspeto deve analisar-se sob o ângulo da pessoa que pratica os exercícios de pensamentos ritmados. O ritmo que introduz um elemento de estruturação no pensamento, conferindo-lhe uma hierarquização superior, a resposta é outra. Para compreender melhor, tomamos o exemplo dado pelo Dr. Lefebure: a analogia do vento e do pensamento.

O pensamento é como as massas de ar anárquicas: o gasto de energia é grande, mas o efeito total é fraco. Por exemplo, o vento não atravessa as paredes. Mas vem a ritmar o ar e produz-se um som. Este último, embora mil milhões de vezes mais fraco que a energia do vento, atravessa facilmente as paredes. Toda a diferença deve-se ao ritmo da energia. Do mesmo modo, quando as massas de ar se reúnem provocando um movimento espiral ritmado, tomam uma potência fantástica capaz de destruir cidades e regiões inteiras: são tornados e tufões.

O pensamento segue o mesmo processo. Quando é ritmado, adquire uma potência excecional, que com efeito uma energia que eleva as capacidades humanas. Produz-se então o desenvolvimento da idealização, da criatividade, da intuição; seguidamente, quando se provoca um movimento espiral, a sua potência é tanta que desencadeia fenómenos internos muito ricos e muito profundos.

Este pensamento ritmado projetado sobre outra pessoa vai ter por efeito amplificar os próprios pensamentos do recetor em função do grau recetível deste. O emissor e o recetor devem estar o mais próximos possível, porque a qualidade do resultado é inversamente proporcional à distância que os separa.

Nota: O sortilégio ou a influência à distância só tem efeito sobre os sujeitos supersticiosos ou influenciáveis.
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16 - O que é um sortilégio?

Muitas pessoas creem-se embruxados, ora, são, com efeito, vítimas de uma doença microbiana, sobretudo nos países ou região da África onde a "higiene" deixa muito a desejar. Muitas destas doenças não são localizadas pelas análises e é então o psiquiatra que toma o caminho do médico. Este aspeto foi desenvolvido pelo Doutor Lefebure no seu livro "Espasmofilia e depressão por tétanos crónicos:

“O sistema nervoso é a sede da nossa consciência, da nossa personalidade. Assim, é o sistema nervoso que a toxina tetânica ataca, mas respeitando as zonas do julgamento e da inteligência”.

Resulta que uma das impressões mais atrozes, provavelmente mesmo pior que dá esta doença, é que a sua personalidade escapa completamente ao seu controlo, para se tornar a presa numa força com uma potência que amedronta, aterrorizante, que invade cada vez mais. O julgamento claramente conservado, conclui que, SE É POSSUÍDO por uma força mais potente que a sua, que estende a sua influência, não somente pelo sistema muscular, mas também sobre uma parte do psiquismo.

Compreende-se que, nos tempos em que não se sabia que o que os possuía assim, eram doses infinitesimais de um veneno segregado por alguns miseráveis micróbios, não somente no ambiente, vendo um sujeito normal e de repente tomado de abalos musculares que imitam um ato voluntário, embora não sendo, pôde-se pensar, que se tratasse de uma possessão do diabo: mas a pessoa própria, quer dizer, o paciente, tendo o sentimento de ser dominado por uma força infinitamente superior à sua que penetrou no seu corpo, pôde-se acusar ele mesmo de ser possuído pelo demónio.

Os dois pontos de vista, microbianos e teológicos, não são por outro lado contraditórios: pode-se considerar que o micróbio é o corpo do diabo, como uma evidência antes de tudo, porque nos faz sofrer. Mais ainda, porque provoca perturbações com caráter que nos leva a agir mal. É especialmente verdade no caso da toxina tetânica, que, a dose de tétanos crónicos, torna muito irritável, violento, por necessidade de aliviar uma sensação não definida de sobre-excitação muscular. Além disso, esta toxina leva a pessoa a fugir dos outros seres humanos e sonhar, pela sua fixação sobre certos centros cerebrais que lhe são recetivos.

Por último, os micróbios representam uma forma de vida primitiva, sem organização intercelular, sem hierarquia entre si, na mesma espécie. É o que, metafisicamente, representam o diabo, quer dizer uma forma de vida tão antiga que foi durante muito tempo a única existente, na aurora da evolução biológica no nosso planeta, a forma de vida da qual nos devemos afastar, enquanto sob a sua influência, recuamos para o estado primitivo. Isto é nítido, por exemplo, na retardação da vida intelectual que provoca a doença. As plantas, os animais, sobretudo os homens, apresentam pelo contrário um elevado grau de organização intercelular e de hierarquização entre as diferentes variedades de células que nos compõem, no conjunto; tanto mais, que estes seres apareceram mais recentemente na evolução. Isto prova bem, que a organização, a diferenciação e a hierarquização, vão bem no sentido para onde as forças misteriosas da natureza nos empurram sobre o caminho do futuro. No sentido oposto do diabo micróbio, o fosfeno, mostra-nos a estrada a seguir para o nosso aperfeiçoamento.
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17 - Existem contraindicações à prática do Fosfenismo?

Como existem contraindicações farmacêuticas (certos medicamentos que não podem ser associados a outros), existe igualmente em relação à prática do Fosfenismo. Do mesmo modo, os desportistas não podem praticar certos desportos que iriam opor-se aos resultados que desejam obter; como os pugilistas que não fazem musculação pesada que lhes faria perder a sua rapidez e a sua flexibilidade e por conseguinte, a sua eficácia.


1ª prática contraindicada: o Re-birth

Re-Birth ("renascença"): baseado na híper apneia provoca a híper oxigenação do sangue com baixa do gás carbónico, de onde alcalose, baixa do cálcio sanguíneo, e nos sujeitos sensíveis, tetania das quais o sinal denunciador é o formigueiro dos dedos.

Na vida diária, observará que as pessoas que têm problemas psicológicos são incapazes de respirar. A sua respiração limita-se a curtas inspirações; e quando são surpreendidas por uma situação ou sob uma emoção por exemplo, inspiram ligeiramente e bloqueiam a respiração. Provocam assim um recuo.
Nas artes marciais, aprende-se pelo contrário a expirar para não sofrer a situação.
  • Rebirth e respiração alotrópica:
O re-birth e a respiração alotrópica são dois métodos ditos de terapêutica. Os dois utilizam a mesma forma de respiração que quer dizer: uma hiperventilação. A hiperventilação obtida por um movimento amplo da caixa torácica (enchimento total), a rejeição do ar fazendo-se pela boca. Pelas narinas, esvaziar os pulmões seria mais lento.

É necessário um bom momento para obter o efeito: quer dizer formigas nas extremidades (primeiro), sinais premonitórios da variação da percentagem de cálcio no organismo, devido à hiperventilação.

O objetivo na presente fase é ultrapassar o seu medo. Pode-se ter medo de morrer porque as contrações podem ir até ao início de paralisia da língua ou da glote, devido aos efeitos: fortes e incontroláveis. E, é aí que se situa o efeito terapêutico "ir além dos seus medos conscientes e inconscientes”.

No re-birth, basta seguir o ciclo respiratório, de o manter e seguidamente, de verbalizar o que se passou, no fim da sessão. Na respiração alotrópica, a respiração faz-se em música - estilo musicoterapia -. No fim da sessão, verbaliza-se também e faz-se um desenho que resume o que se viveu, desenho que é frequentemente do estilo mandala..

Estas respirações conduzem para além dos medos: inconscientes (stress do nascimento) e conscientes: medo do vazio, da velocidade… Como estes modos respiratórios resolvem os nós psicológicos, sentem-se melhor, menos stressados após a sessão.

Muitos terapeutas utilizam de boa vontade um destes métodos porque são terapêuticos com apoio psicológicos, quer dizer que se seguem o procedimento, o resultado necessário produz-se rapidamente. Para uma terapêutica é necessário contar cerca de 10 sessões. As sessões duram 1 hora, ou mesmo 1 hora 30 min. e fazem-se em grupo. São métodos classificados nas terapêuticas ditas curtas tendo em conta as poucas sessões que são necessárias.

Mas os efeitos pós-sessões podem ser pesados de consequência para um plano psicológico, são associados à prática do pensamento ritmado, que como nós o vimos é um amplificador dos processos mentais. Estas técnicas são por conseguinte muito destabilizadoras.
  • A respiração preconizada pelo Dr. Lefebure:
O doutor Lefebure mostrou que o mais importante na respiração yoga místico é a retenção (vf. o PNEUMOFÉNO ou a respiração que abre as portas do além), quer dizer como ele o precisa: "O importante é criar a sede de ar". Sede criada por retenções mais ou menos longas. Retenção na inspiração e seguidamente na expiração, o que forma neste ciclo, uma respiração mais ou menos quadrada. Respiração quadrada que ele transformou finalmente, em respiração ciclo génica (espiritual) com sede de ar constante durante todo o ciclo e durante qualquer sessão. Comparação entre estes diferentes modos respiratórios.
  • Comparação entre estes diferentes modos respiratórios:
Vemos por conseguinte que a respiração espiritual, ou mesmo quadrada - mais fácil de fazer no início – opõe-se completamente às respirações de tipo re-birth.

- O re-birth provoca uma absorção máxima e rápida do oxigénio e por conseguinte sem nenhuma sede de ar.

- A respiração espiritual retarda a absorção de oxigénio, aumentando consequentemente a percentagem de CO² - devido às retenções - e por conseguinte com um máximo de sede de ar.

Os dois tipos respiratórios se opõem por conseguinte. Um dos métodos é uma investigação psicoterapêutica e o outro, uma via espiritual.


2ª prática contraindicada: A Hipnose

O princípio da Hipnose é a utilização de um estado para induzir sugestões.

Quanto à Sofrologia, que é uma espécie de Hipnose "suave", a sugestão tem um bom lugar.

O que nos conduz a dar um ponto de dissimilitude entre Hipnotismo e Fosfenismo.

A Hipnose é em prática inseparável da sugestão.

O Dr. Lefebure fala frequentemente, nos seus livros, de orações livres, quer dizer, orações que se inventa, que não são impostas nem por uma pessoa, nem por um grupo, nem qualquer ideologia. Porquê a oração? Efetivamente dizem, para dar uma comparação, que uma central hidroelétrica liberta uma energia proporcional à altura da queda de água. Quanto mais esta seja elevada mais a central receberá de potência.

Orar é admitir que há forças acima de si é pôr-se em estado de recetividade, numa posição de humildade. É o contrário da autossugestão que é unicamente uma autoafirmação.

A autossugestão torna o indivíduo híper sugestivo (como o termo " autossugestão" pode já deixar pensar).

E por último, o mais importante estado hipnótico procurado é antagónico às verdadeiras práticas do yoga. A hipnose, excitando uma "linha de neurónios", enquanto as técnicas iniciadoras consistem em criar múltiplas vias neurológicas e assim ativar numerosas funções cerebrais.

Cautela: a associação re-birth + hipnose + prática do pensamento ritmado pode conduzir a dar uma volta pelo compartimento HP (hospital psiquiátrico). Uma pessoa avisada vale duas… Existem amálgamas que mais vale não fazer.


A Hipnose permite chegar ao desdobramento ou à viagem astral?

Muitos procuram o desdobramento sem saber o que é realmente e em que consiste. Nestas condições, é bem difícil reconhecer os fenómenos. Existe um forte antagonismo entre as experiências iniciadoras e as experiências psicológicas. Estes últimos não entram no âmbito das técnicas iniciadoras, que é um domínio totalmente à parte. É extremamente importante saber sobre qual domínio se trabalha e quais são os limites. É necessário também saber porque é que se aplica tal ou tal técnica, quais são os resultados que se podem esperar, e fazer, si mesmo, a escolha das técnicas que vai utilizar na sua investigação.

Pode-se apenas pedir o absoluto não o impossível ao nosso cérebro e na prática como no estudo, é necessário definir o terreno sobre o qual se trabalha. Infelizmente, muitos começarão uma investigação para levarem melhor os fenómenos à ideia que se fazem e aos prejuízos que acumularam durante o tempo. A partir do momento em que se aproximam de um fenómeno que os incomoda ligeiramente e que obriga a fazer perguntas e às vezes a pôr-se em questão, ou ainda a sair do pequeno conforto intelectual que se criaram, reagem pela recusa do fenómeno, indo mesmo até pretender que "este é perigoso", ou que lhes faz medo. Ora, este perigo, este medo, é o risco de se descobrir a si-mesmo. Limitam-se, por conseguinte à produção de fenómenos superficiais. A maior parte destes fenómenos são meramente psicológicos.

Assim, começa-se por se deixar impressionar e influenciar por um ambiente ou uma atitude, que servem mais de sugestão que de catalisador das verdadeiras experiências. Do mesmo modo, é frequente viver sensações que tocam apenas a superfície da "camada psicológica" do indivíduo, mas toma-se frequentemente aquilo por um objetivo atingido, ou para um contacto com o seu "eu" profundo. A maior parte do tempo, estas sensações não são mais que uma ilusão à qual se toma um vivo prazer, porque se apercebem imagens e algumas sensações, o que, em si, é muito agradável; e para-se a sua experiencia na presente fase.

Por exemplo, com os simuladores que se encontram nos parques de atrações e de uma maneira ainda mais forte com os capacetes virtuais, viverá múltiplas sensações e "experiências" de acordo com o filme projetado, sem mesmo estar a mover da sua poltrona. Terá a impressão que o seu corpo fica pesado, ligeiro, que cai, sobe ou ainda que fica mais pequeno ou muito grande; que voa e flutua no ar sem esforço. Finalmente, o que viverá serão diversões ligeiras sensoriais, porque o filme terá solicitado certos órgãos dos sentidos. Mas não se tem de modo algum, fenómenos psíquicos. Está num beco sem saída sensorial e deseja que as sensações continuem, tanto elas são agradáveis. É com efeito a mesma coisa que se produz quando se tem comichão: coça-se. Ao fim de um momento, esta comichão transforma-se em prazer e torna-se agradável coçar-se. Em medicina, este fenómeno é chamado " voluptuosidade da coça". Está, aí ainda, num beco sem saída sensorial que provoca um estado patológico.

Os fenómenos iniciadores produzem-se muito raramente durante os treinos, mas ocorrem várias horas ou um dia após o treino. Não é necessário por conseguinte confundir as diversões ligeiras sensoriais, que não provocam, sobre o instante, que um momento agradável, com os exercícios iniciadores, que conduzem às verdadeiras experiências fora das sessões de treino, bem frequentemente à noite, projetando a consciência até aos "planos cósmicos" (ver " UNIVERSO ENERGIA FOSFÉNICA"). Os fenómenos iniciadores estão bem para além das sensações que aumentam a nossa criação pessoal. Mas poucos aceitam levar o estudo mais adiante, estas camadas que são ainda ligadas à vontade subconsciente. Os que aprofundam, descobrem, em contrapartida, outro aspeto de eles mesmos e do universo.

O desdobramento não é um fenómeno raro. Foi praticado em todos os tempos e encontrado no coração mesmo de todas as iniciações.

Encontrará mais informações no espaço "Assinatura" sob a forma de cadernos técnicos.
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18 - Não obtenho resultado

As técnicas fosfénicas são eficazes para a maioria das pessoas, todos os critérios sociais e culturais fundidos; a progressão é governada por leis fisiológicas, e não por crenças ou preconceitos.

Só raras pessoas não obtêm resultados, frequentemente porque se encontram sob o efeito de medicamentos, que perturbam o bom funcionamento cerebral.

Acontece, que algumas pessoas digam não ter obtido resultados. Contudo, interrogando-os, apercebemo-nos rapidamente que os fenómenos existem; mas estas pessoas não tomaram consciência de forma alguma dos fenómenos. Passaram "ao lado".

Apesar da prática intensiva e apesar do estudo assíduo, muitos confrontam-se com um obstáculo que os impede de ir mais adiante no seu desenvolvimento, porque obter experiências pela prática do Fosfenismo é muito fácil, mas a sua exploração pode-se provar às vezes mais difícil; devido ao facto de: A MAIORIA DOS PRATICANTES NÃO SABE RECONHECER CERTOS FENÓMENOS, que terão uma importância capital para a sequência das experiências.

Esta afirmação pode, à primeira vista, parecer curiosa numa época onde as informações existem em todos os domínios. Mas está precisamente cheio de informações, geralmente contraditórias, o que faz que as pessoas interessadas pela investigação psíquica ou espiritual não possuam meio algum, para reconhecer uma parte das técnicas verdadeiramente eficazes e por outro lado, os fenómenos que podem ser conduzidos a encontrar em tal diligência abordando-a sem nenhum preconceito. Por conseguinte, a maior parte do tempo passam ao lado dos verdadeiros fenómenos, demasiado subtis para serem reconhecidos. As experiências que poderiam ter sido formidáveis encalham assim irremediavelmente.

Para lutar contra esta falta de informações sérias, a Escola do Dr. Lefebure propõe no espaço "Assinatura" cadernos técnicos com um estudo sobre os diferentes fenómenos encontrados na prática do Fosfenismo, libertando assim vastos horizontes para os que praticam e que querem ir mais adiante nas suas investigações e sobretudo na experimentação prática.

O estudo do Fosfenismo permite compreender o sentido fisiológico de conceitos seculares tais como a vidência, chacras, kundalini, sonho despertado, sonho dirigido, extensão de consciência, desdobramento, viagem astral etc. O fosfeno permite amplificar as sensações subjetivas; e descobre-se então, que o pensamento tem um comportamento que lhe é próprio e do qual é necessário saber respeitar as regras para desenvolver o conjunto das capacidades cerebrais. O Fosfenismo põe em questão muitos preconceitos e muitos conhecimentos sumários. É uma disciplina completa à qual não é necessário acrescentar nada, os campos de exploração e de experimentação são imensos e alguns ainda não explorados. Também os mais curiosos e os mais motivados têm a possibilidade de se investir mais a fundo nas experiências.
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19 - Certas drogas ou psicotrópicos podem aumentar os efeitos do Fosfenismo?

Certas drogas como erva, cogumelos, extasy (droga de síntese), psicotrópicos, podem provocar impressões de momentos de êxtase ou vidência. Mas por um lado, uma vez passados os efeitos alucinogénios, não persiste mais nenhum estado de perceção e por outro lado, os efeitos destas substâncias devem classificar-se nas excitações sensoriais (ver Hipnose e Desdobramento).

Uma pessoa comunicou-nos a sua experiência de L.S.D. 25 (o mais forte dos L.S.D.). No momento de um trip, este homem sentiu como três "viagens" numa, caracterizadas pela impressão de uma separação entre o intelecto, o mental e o corpo, este último que vive uma história ligada à morte: impressão de viver a sua própria morte e de se sentir enterrado. O mental, quanto a ele, apercebia fenómenos mais agradáveis, nomeadamente das luminosidades móveis às quais a pessoa sentia que não podia ter acesso. Observa-se neste caso uma desagregação completa da personalidade com um bloqueio que impede o sujeito de aceder aos planos superiores.

Assim, pensamos, que não convém fazer aos alucinogénios uma publicidade mesmo involuntária, é impossível subtrair-se à pergunta, porque, agora, está posta mais frequentemente devido às práticas xamanistas e à atração pelas Rave’s.

Os alucinogénios, principalmente o peyotl, a mescalina, alcaloide o peyotl, o iboga (planta africana), e o demasiado célebre L.S.D., dez mil vezes mais potente, seja utilizado nas práticas xamanistas não traz absolutamente nada à prática fosfénica.

Por exemplo, os habituais das Rave’s, com a sua música techno (120 batimentos por minuto) composto de ritmos muito próximos dos que se re-encontra em certas cerimónias iniciadoras (eletrónica pelo menos), obtêm apenas diversões ligeiras sensoriais, certamente agradáveis, mas sem nenhuma possibilidade de desencadear sobre fenómenos que se podem qualificar de espirituais.

O Fosfenismo integra e harmoniza mais o sujeito com o seu meio, pelo contrário das drogas que, desintegrando o indivíduo sobre o plano do caráter, não o sociabiliza.

Nada como ver as reportagens realizadas pelos etnólogos que mostram as devastações da droga sobre os xamanes para se aperceberem do estado nos quais estes se encontram após o transe. Do mesmo modo que só um meio copo de vinho pode anular o benefício de uma sessão de Fosfenismo, a tomada de substâncias alucinogénias só conduz à perca da consciência e tanto num caso como no outro, demasiado repetida conduz a um beco sem saída sensorial.
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20 - Há aplicações terapêuticas com o Fosfenismo?

Assim como a prática do desporto tem um efeito benéfico sobre o corpo e o mental, a prática do Fosfenismo permite este mesmo contributo.

No entanto, até agora, pondo de parte o efeito citado acima e os efeitos "luminoterapeuticos" não houve experimentação em meio médico. Talvez seja uma nova via a explorar para os médicos de amanhã…
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