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OUTROS BALANÇOS (Hemi-Circundação) QUADRO n° 6: O balanço em HEMI-CIRCUNDAÇÃO ou balanço de Cristo ou balanço em ferradura
Duração: 3 minutos. Depois voltar a fazer um fosféno e deixar-se levar durante 3 a 5 minutos pelas sensações cenestésicas.
Combinação do balanço e da oscilação de torção. Esta maneira de praticar os balanços é mais profunda, mais natural e mais tradicional. Mais natural porque é o movimento original da vida. É o movimento do espermatozoide Por um lado quando avança, tem uma oscilação da direita para a esquerda da sua cabeça que se prolonga por um movimento sinusoidal do corpo e o flagelo e por outro lado, tem uma oscilação de torção à volta do seu eixo: assim, poderíamos dizer que apresenta às vezes a face direita, às vezes a face esquerda a quem o observa ao microscópio por acima. Ora, esta combinação de oscilações, de torções e de oscilações sinusoidais é muito corrente em biologia, por exemplo, quando anda em cima de um muro, se projetar o movimento da anca sobre o muro, este movimento traça uma sinusoide, mas por outro lado e devido ao avanço as ancas encontram-se alternadamente à frente e atrás, há por conseguinte uma oscilação de torção evidente. Tal como no avançamento do espermatozoide, há uma combinação do movimento sinusoidal e a oscilação de torção. Diz-se que o movimento do coração é uma contração/dilatação. Mas, em medicina, aprendemos que o coração contrata-se como se torce um pano para o enxugar, ou seja com um movimento de torção nas extremidades, as fibras musculares cardíacas sendo em espiral e fechadas sobre elas mesmas. Noutros termos, o coração é uma espécie de pano com quatro malhas. Projetemos esta combinação fundamental biológica sobre os nossos movimentos da cabeça, o balanço da direita para a esquerda (balanço lateral). A oscilação de torção é o movimento no curso do qual, o eixo da cabeça permanece sempre vertical, o queixo vai para a direita e para a esquerda. Se combinarmos os dois, a cabeça vai inclinar-se sobre a clavícula de um lado e seguidamente do outro. É indispensável que haja igualdade entre a inflexão e a torção. Este movimento é mais agradável a executar com a oitava do ritmo básico de dois segundos, ou seja ao ritmo de quatro segundos ou o ritmo de três segundos. Em todos casos, é necessário escolher uma destas durações a fim de criar as vias neurológicas, vetores das experiências. Estes movimentos, finalmente, são mais fáceis a fazer, o que não é nada surpreendente porque correspondem ao movimento original da vida, o mais agradável, é o movimento durante o qual é mais fácil continuar a pensar, a manter uma atividade rítmica no pensamento, que seja um mantra ou outra coisa, balanço de um ponto de concentração. Quando pára este movimento da cabeça, o movimento do pensamento também continua com uma grande facilidade. Nos quadros antigos que representam Jesus Cristo, como nos crucifixos antigos, a cabeça de Jesus está sempre inclinada assim sobre a clavícula, meia inflexão, meia torção. Antigamente, era sempre à direita dado que, de acordo com a tradição, teria olhado para o oeste morrendo. Nos quadros mais recentes, pode às vezes ser representada à esquerda. a verdade é que foram os cirurgiões que decretaram que não era uma posição normal para um cadáver unido pelas mãos e desde essa altura, representa-se Jesus Cristo com a cabeça inclinada para a frente. Mas se os artistas da Idade Média representaram a cena com a cabeça inclinada e ao mesmo tempo com um movimento de torção, ou seja deitada sobre a clavícula, é porque no cristianismo desta época, recordava ainda que este movimento tinha um grande valor místico, ou seja grandes possibilidades de ajudar a fazer nascer o pensamento ritmado que se chamavam orações ou ladainhas, e ajudar a repetição das orações e ladainhas com um ritmo bem regular e muito consciente. Inclinação do coro sobre a nave, em certas igrejas e catedrais. Observaremos igualmente que em certos edifícios de culto, as igrejas góticas por exemplo ou mesmo catedrais góticas, ou mesmo pequenas igrejas românicas da província muito mais antigas, têm o coro que está inclinado para a nave. Em Quimper (França), por exemplo, é perfeitamente visível em Saint-Malo, se estiver bem no meio dos degraus à entrada da catedral, com um pouco de atenção observa-se a mesma coisa. E por exemplo, em Monteton, pequena aldeia da Dordonha onde há uma igreja românica, na porta da entrada figura a explicação desta ligeira inclinação sobre ao qual atrai a atenção: para recordar o inclinação da cabeça de Jesus Cristo sobre a cruz. Se marcaram este movimento até nos edifícios de culto numa certa época, é porque se recordavam muito bem era extremamente importante do ponto de vista místico. Não esquecem que, até ao fim da Idade Média, praticavam-se danças com rotações e também os exercícios de balanços da cabeça e do corpo nas igrejas. De resto os cristãos coptas ainda se balançam orando. Por conseguinte, esta posição do Cristo sobre os quadros e os crucifixos antigos e esta inclinação da nave para o coro, indica que sabia-se muito bem que este movimento de cabeça era uma coisa muito importante para o desenvolvimento espiritual. Dr. LEFEBURE.
Para mais informações sobre a prática ver os cursos (tutoriais) do Dr. LEFEBURE no espaço “platinium”.
Definição: HÉMI-CIRCUNDAÇÃO
hémi: prefixo derivado do grego “hémi = metade” que entra na composição com numerosos termos da ciência e da arte. circundação: termo didático. Movimento de rotação à volta de um eixo ou um ponto central. Em fisiologia, é o movimento pelo qual um membro ou um osso descreve em certa medida um cone do qual o cimo está na articulação superior e a base na outra extremidade. |